Há sonhos
que nascem durante a noite.
Outros...
nascem no instante
em que alguém entra na nossa vida
sem pedir licença.
Passei muito tempo
a acreditar que sonhar
era apenas fechar os olhos.
Até descobrir
que há pessoas
capazes de transformar
um simples amanhecer
na parte mais bonita do dia.
Desde então,
o vento parece contar histórias diferentes.
As nuvens desenham caminhos.
As estrelas deixaram de ser apenas luzes distantes.
Tudo ganhou um significado novo.
Não porque o mundo tenha mudado.
Mas porque o meu olhar
aprendeu a ver através do teu.
Há uma liberdade estranha
em gostar de alguém.
Não prende.
Não exige.
Apenas abre janelas
onde antes existiam paredes.
Faz-nos acreditar
que até os medos
podem aprender a sorrir.
Se algum dia
o destino nos obrigar
a seguir por estradas diferentes,
não deixarei de sonhar.
Porque alguns sonhos
não dependem da distância.
Vivem na esperança.
Vivem na memória.
Vivem naquela certeza silenciosa
de que certas pessoas
nunca deixam verdadeiramente de caminhar connosco.
E, enquanto houver céu,
haverá sempre espaço
para imaginar um novo reencontro.
Porque os sonhos mais bonitos
não são aqueles
que apenas visitam as nossas noites.
São aqueles
que acordam connosco
todas as manhãs,
e nos fazem acreditar
que o impossível
é apenas um caminho
que ainda não tivemos coragem de percorrer.






