Sempre ouvi dizer
que o coração devia ser prudente.
Pensar antes de sentir.
Medir antes de confiar.
Esperar antes de acreditar.
Tentei.
Mas nunca fui capaz
de ensinar o meu coração
a viver com regras.
Ele escolhe os seus caminhos
como o vento escolhe o mar.
Sem pedir autorização.
Sem explicar porquê.
Foi assim contigo.
Não houve planos.
Não houve estratégias.
Apenas um dia comum
que, sem aviso,
se tornou inesquecível.
Desde então,
dou por mim a sorrir sozinho,
a escrever sem procurar palavras,
a encontrar-te nas pequenas coisas
que antes passavam despercebidas.
Não porque precise.
Mas porque és,
sem saberes,
a parte mais bonita
dos meus pensamentos.
Sei que a vida
nem sempre segue o rumo que desejamos.
Sei que há distâncias,
medos,
silêncios
e momentos em que tudo parece incerto.
Mesmo assim,
não quero viver a fugir daquilo que sinto.
Prefiro um coração verdadeiro
a uma vida inteira de arrependimentos.
Porque a felicidade
não nasce quando tudo é perfeito.
Nasce quando temos coragem
de sermos exatamente quem somos.
E eu...
sou apenas alguém
que descobriu em ti
um motivo para acreditar
que a liberdade mais bonita
é deixar o coração escolher,
sem lhe pedir explicações.






