"Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és... e só preciso de um minuto da tua atenção.
Quero dizer-te que espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.
Espero que saibas que ela só vai falar contigo depois de lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.
Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar a horas.
Quero também que saibas que adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar à primeira os nomes de todos os teus amigos...
Porque ela... ela é que sabe de si.
Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes?
Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.
Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se estiver mau, vai rir-se do falhanço, em vez de corar.
E quando ela ri... eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é uma nota musical que toca ao coração e faz querer dançar.
Espero que pares de fazer o que gostas e que por vezes tenhas tempo para ouvir sobre o seu dia e sobre cada pequena conquista. Que atures os seus devaneios artísticos e o tempo que perde a colorir livros infantis quando quer ter tempo para si.
Quero que saibas que eu gostava de estar desse lado, a aturar o seu mau humor e a vê-lo mudar depois do primeiro copo de vinho.
Queria poder apreciar as suas unhas que estão mais tempo de verniz estalado que de verniz perfeito... mas que cada forma de vermelho tem uma história que ela construiu com as próprias mãos.
Gostava de me ter apaixonado por ela no primeiro dia que a vi, e não no segundo. Porque cada dia com ela é a certeza de que somos amados. Porque ela é sedução e alegria num só. Porque consegue o que quer com o poder do sorriso e a força do olhar. Seria um tolo se não soubesse que tem olhos castanhos e que adora a cor verde.
Quero que saibas que ela é tudo o que quero e nunca soube que tive.
Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal! E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo o que eu nunca fui.
Espero que a trates bem.
Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.
Pudesse eu ter lido o futuro..."
Direitos Autorais Reservados á:
Actor: Diogo Lopes
Escrito por: Ana Luisa Bairos, Joana Pacheco
Texto revisto por: Margarida Vaqueiro Lopes
Operadores de câmara: Ana Luisa Bairos, Duarte Domingos
Pós-produção vídeo: Ana Luisa Bairos
Pós-produção áudio: Alexandre Pereira
Música original: Alexandre Pereira
Realização: Ana Luisa Bairos
Agradecimentos especiais: Eva Barros, Isa Pinheiro
São Valentim (ou Valentinus em latim) é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.
Meu passado passa frente aos meus olhos
E a todo momento tu apareces
Porque tu sempre esperaste
Para também poder jogar…
Mas, quando o teu nome foi chamado,
Tu encontras-te um lugar para te esconder
Sabendo que eu estive
Sempre ao teu lado
No início,
Tudo foi mais fácil
Tudo foi tão doce e inocente
Mas teus anjos e demónios retornaram…
Para atrás ficou todos os traços
Da pessoa que eu pensei que serias
Deixando-me sem caminhos
Deixando-me com tantas perguntas…
Há algum lugar longe daqui,
Um lugar onde tudo faz sentido?
Que seja fácil de recomeçar com aqueles
Que abracei com tanto carinho?
Ou serei deixado de lado perguntando-me,
Ficarei sozinho, para sempre?
Não é assim que isso deveria ser
Não, não é assim que isso deveria ser…
Se dizem que o amor está no ar,
Será que isso é assim tão simples?
Como deixar-te por perto,
E fazer com que isso dure?
E se as borboletas são livres para voar,
Então porque elas voam em partida?
Deixando-me de lado para seguir em frente
E fazendo com que me pergunte apesar de tudo
Porque eu continuo sempre ao teu lado?
Há algum tempo atrás, um homem castigou a sua filha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado. O dinheiro era pouco naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina a embrulhar uma caixinha com aquele papel dourado e a colocá-la debaixo da árvore de Natal. Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menina levou o presente ao seu pai e disse: "Isto é para ti, Papá!"
Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reacção, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia. Gritou e disse: "Tu não sabes que quando se dá um presente a alguém, coloca-se alguma coisa dentro da caixa?"
A menina olhou para cima, com lágrimas nos olhos, e disse: "Oh Papá, não está vazia. Eu soprei beijinhos para dentro da caixa. Todos para ti, Papá".
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou-lhe que lhe perdoasse.
Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado da sua cama por anos e, sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, pegava na caixa e tirava um beijo imaginário, recordando o amor que a sua filha ali tinha colocado.
De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós tem recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos dos nossos pais, filhos, irmãos e amigos...
Ninguém tem uma propriedade ou posse mais bonita que esta.
Espelho na parede
Aqui estamos nós de novo
Pelos meus altos e baixos
Tu foste meu único amigo
Tu disseste-me que não iam
Entender o homem que eu sou
Então por que estamos aqui
Falando um com o outro de novo?
Olhando para mim agora
Posso ver meu passado
Vejo os olhos do meu Pai,
Vejo o sorriso da minha Mãe,
Vejo a diferença,
Vejo a mensagem
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara
Espelho na parede
Aqui estamos nós de novo
Pelos meus altos e baixos
Tu foste meu único amigo
Se eu desta vez consegui
Derrubar as paredes
Então por que estamos aqui
Falando um com o outro de novo?
Para que seja possível insultar alguém com alguma dignidade e inteligência, não basta o palavrão batido, a expressão ordinária e repetida, a referência aos parentes próximos ou o achincalhamento próprio dos simplórios e dos parlapatões sem ideias. Para bem insultar alguém, é necessário alguma arte e estilo; É necessário que se possuam recursos linguísticos e imaginação suficiente, para poder improvisar metáforas inteligentes. São estas metáforas que muitas vezes constituem autênticos homicídios de personalidade para o insultado mas que ele, apesar de tudo, pode tolerar sem a verdadeira e irreversível ofensa. A arte de bem insultar é sempre uma demonstração de agudeza de espírito por parte de quem em determinada altura sente necessidade de dizer a outrem o quão mau, baixo, ou estúpido é, ou está a ser momentaneamente. O insulto demonstra, quando inteligente, uma boa integração social, humor, capacidade de análise e de reacção a factos adversos. O insulto, se inteligente, é libertário, democrático, humanista e terapêutico. O insulto, não é desprezível nem deve ser desprezado. Não se deve jamais confundir o “bom insulto” com ordinarice, demência, saloiice ou vulgaridade. O “bom insulto” é insolente, é malicioso, é diabolicamente perverso e ao mesmo tempo elegante e quase aristocrático.
-O insulto, é património cultural de toda a humanidade e da sua comunicação verbal. É instrumento preciso para que aqueles que não se submetem, possam permanecer livres de peias que não desejam, de ideias preconcebidas e de tentativas de imposição de toda a espécie.
-Quem ao longo da sua vida não insultou em determinada situação, voluntariamente alguém?
-Quem, na altura de escolher as palavras, não hesitou entre a verborreia da vulgaridade e elaboração inteligente de frases? Nestas situações limite, é necessário possuir precisão para ferir sem deixar ferida, bater sem deixar nódoa, magoar sem fazer doer mais do que o tempo necessário para que o insultado possa ver o seu erro, e cair em si… ou não.
-Foram muitos os escritores que cultivaram esta arte de dizer verdades ofendendo apenas o necessário. Muitas vezes disfarçado sob o manto largo do humor, o insulto foi usado magnificamente por: Nicarcos, Gil Vicente, Moliere, Bocage, Rafael Bordalo Pinheiro, Eça de Queirós, Cervantes, Quevedo, Lope de Veja, Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão, Winston Churchill, Bernard Shaw, Serge Gainsbourg, Jorge Luís Borges e tantos, tantos outros.
-Talvez que em ultima instância, seja a arte do bom insulto a única coisa que valha a pena salvar neste país de façanhudos e gente de riso tonto e fácil. Gente de comunicados oficiais e de “oficiais” sem capacidade de comunicação. Neste país de pseudo cultos sorumbáticos e de palhaços alegres mas ridículos. De gente alinhada em demasia ou demasiado desalinhada; Deprimida e deprimente.
Saiam à rua e insultem com elegância, ou então… vão afogar peixes.
Eis alguns exemplos de que gosto:
* Eu insultava-te mas acho que não irias notar.
* Não, não te chamei estúpido. Isso seria insultar os estúpidos deste mundo.
* Será que a corrente dos teus pensamentos tem algum elo?
* Nem todas as pessoas são aborrecidas, também há os falecidos.
* Estou a tentar imaginar-te com uma personalidade.
* Se eu atirar um ramo para longe tu sais daqui?
* Tu? Do meu planeta?
* Quando é que o teu circo de anormalidades passa cá para te vir buscar?
* E… a tua opinião deslocada, estúpida e a despropósito, seria?
* Olha lá, por acaso eu pareço-te alguém com vontade de te ouvir?
* Eu finjo trabalhar e eles fingem pagar-me.
* Será que os extraterrestres se esqueceram de te retirar a sonda anal?
* Gosto do teu perfume, mas seria preciso tomares banho nele?
* Qualquer que seja o teu novo visual devo dizer-te que falhaste.
* Ele pode parecer como um idiota e falar como um idiota, mas não deixes que isso te engane. Ele é um perfeito idiota.” - Groucho Marx
* Deves ser o único génio com um Q.I. de 10.
* Os teus pais por acaso não serão irmãos?
* Deve estar a fazer anos que foste excretado pelo organismo da tua mãe, não?
* Deixa lá, ainda um dia hás-de ser famoso. Lá no manicómio onde te internarem.
* Estás a começar a parecer razoável, vai tomar a medicação!
* Tens mesmo cara de santo… S. Bernardo!
* Sabes bem que entendo esse sentimento de vazio de que falas, conheço bem o teu cérebro!
* Não sei qual é o teu problema mas com certeza a psiquiatria em um nome para ele.
* Gosto de ti fazes-me lembrar de mim quando eu era estúpido!
* Hei! Quem é que te escolhe a roupa, O Stevie Wonder?
* Ok, prometo tentar ser mais simpático se prometeres tentar ser mais inteligente.
* Namorada nova? Onde é que ela deixa o cão e a bengala às riscas?
* Olha que o facto de ninguém te entender não é por seres um artista modernista.
* Irra! Parece impossível como em tempos foste o mais rápido dos espermatozóides!
* Naturista, tu? Depois de tudo o que a natureza te fez?
* Eu sei que toda a gente tem direito a fazer asneiras mas tu abusas desse direito.
* Recordas-me alguém que conheci em tempos, … durante um pesadelo.
* Já pagaste as quotas deste mês do clube dos canalhas?
* Eu sei que não és um plagiador, mas tu não plagias é a raça humana!
* Se alguma vez te vir a afogar, prometo que te atiro uma corda, ambas as pontas e tudo.
* Só ouvirás algo de bom acerca de ti se for num monólogo!
* Gostava imenso de trabalhar para si, mas como coveiro.
* Se disse algo que te tenha ofendido, podes ter a certeza de que foi totalmente propositado.
* És tão estranho que eras capaz de tropeçar no fio de um telefone sem fio.
Se as crianças vivem com críticas, aprendem a condenar.
Se as crianças vivem com hostilidade, aprendem a ser agressivas.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser apreensivas.
Se as crianças vivem com pena, aprendem a sentir pena de si próprias.
Se as crianças vivem com o ridículo, aprendem a ser tímidas.
Se as crianças vivem com inveja, aprendem a ser invejosas.
Se as crianças vivem com vergonha, aprendem a sentir-se culpadas.
Se as crianças vivem com encorajamento, aprendem a ser confiantes.
Se as crianças vivem com tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se as crianças vivem com elogios, aprendem a apreciar.
Se as crianças vivem com aceitação, aprendem a amar.
Se as crianças vivem com aprovação, aprendem a gostar de si próprias.
Se as crianças vivem com reconhecimento, aprendem que é bom ter um objectivo.
Se as crianças vivem com partilha, aprendem a ser generosas.
Se as crianças vivem com honestidade, aprendem a ser verdadeiras.
Se as crianças vivem com justiça, aprendem a ser justas.
Se as crianças vivem com amabilidade e consideração, aprendem o que é respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a confiar em si próprias e naqueles que as rodeiam.
Se as crianças vivem com amizade, aprendem que o mundo é um lugar bom para se viver.
Que casa tão vazia!
Que casa tão fria!
Que imagem tão familiar,
Que sentir tão familiar...
Lembranças de um passado distante
Que teima em não deixar de ser
Uma mera lembrança distante...