sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Complicações...


Tudo fica mais complicado quando o que está certo parece errado…

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

O que eu posso fazer?


Há tanta coisa que eu consigo aguentar
E eu apenas estou a deixar
Que as coisas aconteçam...
E quem sabe se eu acabo
Por sentir-me melhor
Se eu não tentar
Se eu não esperar…

Talvez não tenha
Mais nada para dizer
E de uma forma engraçada
Eu estou calmo
Porque o poder não é meu
E eu apenas estou a deixar
Que as coisas aconteçam...

Sem mais espera
Sem mais dor
Sem mais brigas
Sem mais tentativas...

O que eu posso fazer?

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Só de mim


"Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és... e só preciso de um minuto da tua atenção.

Quero dizer-te que espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.

Espero que saibas que ela só vai falar contigo depois de lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.

Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar a horas.

Quero também que saibas que adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar à primeira os nomes de todos os teus amigos...
Porque ela... ela é que sabe de si.

Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes?
Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.

Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se estiver mau, vai rir-se do falhanço, em vez de corar.

E quando ela ri... eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é uma nota musical que toca ao coração e faz querer dançar.

Espero que pares de fazer o que gostas e que por vezes tenhas tempo para ouvir sobre o seu dia e sobre cada pequena conquista. Que atures os seus devaneios artísticos e o tempo que perde a colorir livros infantis quando quer ter tempo para si.

Quero que saibas que eu gostava de estar desse lado, a aturar o seu mau humor e a vê-lo mudar depois do primeiro copo de vinho.
Queria poder apreciar as suas unhas que estão mais tempo de verniz estalado que de verniz perfeito... mas que cada forma de vermelho tem uma história que ela construiu com as próprias mãos.

Gostava de me ter apaixonado por ela no primeiro dia que a vi, e não no segundo. Porque cada dia com ela é a certeza de que somos amados. Porque ela é sedução e alegria num só. Porque consegue o que quer com o poder do sorriso e a força do olhar. Seria um tolo se não soubesse que tem olhos castanhos e que adora a cor verde.
Quero que saibas que ela é tudo o que quero e nunca soube que tive.

Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal! E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo o que eu nunca fui.
Espero que a trates bem.
Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.
Pudesse eu ter lido o futuro..."
Direitos Autorais Reservados á:
Actor: Diogo Lopes
Escrito por: Ana Luisa Bairos, Joana Pacheco
Texto revisto por: Margarida Vaqueiro Lopes
Operadores de câmara: Ana Luisa Bairos, Duarte Domingos
Pós-produção vídeo: Ana Luisa Bairos
Pós-produção áudio: Alexandre Pereira
Música original: Alexandre Pereira
Realização: Ana Luisa Bairos
Agradecimentos especiais: Eva Barros, Isa Pinheiro

São Valentim


São Valentim (ou Valentinus em latim) é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.

Feliz dia dos Namorados ;)

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Sempre ao teu lado


Meu passado passa frente aos meus olhos
E a todo momento tu apareces
Porque tu sempre esperaste
Para também poder jogar…

Mas, quando o teu nome foi chamado,
Tu encontras-te um lugar para te esconder
Sabendo que eu estive
Sempre ao teu lado

No início,
Tudo foi mais fácil
Tudo foi tão doce e inocente
Mas teus anjos e demónios retornaram…

Para atrás ficou todos os traços
Da pessoa que eu pensei que serias
Deixando-me sem caminhos
Deixando-me com tantas perguntas…

Há algum lugar longe daqui,
Um lugar onde tudo faz sentido?
Que seja fácil de recomeçar com aqueles
Que abracei com tanto carinho?

Ou serei deixado de lado perguntando-me,
Ficarei sozinho, para sempre?
Não é assim que isso deveria ser
Não, não é assim que isso deveria ser…

Se dizem que o amor está no ar,
Será que isso é assim tão simples?
Como deixar-te por perto,
E fazer com que isso dure?

E se as borboletas são livres para voar,
Então porque elas voam em partida?
Deixando-me de lado para seguir em frente
E fazendo com que me pergunte apesar de tudo
Porque eu continuo sempre ao teu lado?

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A Caixinha Dourada


Há algum tempo atrás, um homem castigou a sua filha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado. O dinheiro era pouco naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina a embrulhar uma caixinha com aquele papel dourado e a colocá-la debaixo da árvore de Natal. Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menina levou o presente ao seu pai e disse: "Isto é para ti, Papá!"

Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reacção, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia. Gritou e disse: "Tu não sabes que quando se dá um presente a alguém, coloca-se alguma coisa dentro da caixa?"

A menina olhou para cima, com lágrimas nos olhos, e disse: "Oh Papá, não está vazia. Eu soprei beijinhos para dentro da caixa. Todos para ti, Papá".
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou-lhe que lhe perdoasse.

Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado da sua cama por anos e, sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, pegava na caixa e tirava um beijo imaginário, recordando o amor que a sua filha ali tinha colocado.
De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós tem recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos dos nossos pais, filhos, irmãos e amigos...

Ninguém tem uma propriedade ou posse mais bonita que esta.

BOM FIM-DE-SEMANA!

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Inocência perdida


Não posso reviver minha vida
Não posso voltar atrás na vida
Não posso desfazer o que foi feito
Não há volta a dar…

Fui atrás de um sonho
Não pensando nas consequências
Mas as ilusões desapareceram
Encontrando minha inocência perdida

Alguns dizem que são lições aprendidas
Outros dizem que é simplesmente a vida
Eu digo que são escolhas feitas
Distinguindo o certo do errado

Não há como saber
Toda a dor que este mundo pode oferecer
Sinto falta da minha inocência
Sinto falta de ser inocente…

Posso ser puro novamente
Apesar da minha inocência perdida
Encontrando uma nova esperança
Mesmo que tenha encontrado minha inocência perdida

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Por um momento

Estou com 17 por um momento
Ando entre 0 e 20
E estou apenas sonhando
Contando os caminhos para onde estas…

Estou com 26 por um momento
E ela sente-se melhor do que nunca
E nós estamos bem
Pensando no futuro…

Estou com 32 por um momento
Já sou homem
Uma criança no caminho
Uma família na minha mente…

Estou com 35 por um momento
E o céu está alto
Entrando em uma crise
Perseguindo os anos de minha vida…

Estou com 45 por um momento
E ela é um sonho tornado realidade
E envolvendo-nos em chamas
Voltamos do céu…

46 Ainda é tempo…
Tempo para comprar, tempo para perder
E dentro de uma estrela da manhã
Estou tão bem contigo…

46! Há desejo melhor que este?
Quando ainda temos tantos anos para viver
Quase metade do tempo foi-se
E é tempo de aproveitar!

45 Foi-se
E o céu está alto
Estamos mudando
E estou apenas sonhando…

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Dois lados


Por caminhos subterrâneos andas.
Descobrir segredos,
Desvendar enigmas queres...
Revoltas-te com a opressão
Mas gostas de oprimir.
Não aceitas autoridade,
Mas és autoritário.
Não aceitas conselhos.
Não acreditas na lealdade.
Adoras dizer não!
Possessivo.
Ciumento.
Orgulhoso.
Vingativo.
Egoísta.
Quem eres?

Detestas opressão sendo opressor?
Detestas autoritarismo sendo autoritário?

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Ingratidão


Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente!
 William Shakespeare

ROSA DO MUNDO


Rosa. Rosa do mundo.
Queimada.
Suja de tanta palavra.

Primeiro orvalho sobre o rosto.
Que foi pétala
a pétala lenço de soluços.

Obscena rosa. Repartida.
Amada.
Boca ferida, sopro de ninguém.

Quase nada.
Eugénio de Andrade

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Espelho na parede


Espelho na parede
Aqui estamos nós de novo
Pelos meus altos e baixos
Tu foste meu único amigo
Tu disseste-me que não iam
Entender o homem que eu sou
Então por que estamos aqui
Falando um com o outro de novo?

Olhando para mim agora
Posso ver meu passado
Vejo os olhos do meu Pai,
Vejo o sorriso da minha Mãe,
Vejo a diferença,
Vejo a mensagem
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara

Espelho na parede
Aqui estamos nós de novo
Pelos meus altos e baixos
Tu foste meu único amigo
Se eu desta vez consegui
Derrubar as paredes
Então por que estamos aqui
Falando um com o outro de novo?

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Como podemos mudar o mundo?


Existem pessoas com bondade e boas intenções que querem mudar o mundo.

Mas muitas delas não sabem por onde começar...

Uma boa forma de o fazer e que é fácil para começar a mudar o mundo é:

Com um acto aleatório de bondade de cada vez!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

CANTO Á CRIANÇA!


Ao ver a luz do dia
Uma criança chora.
Talvez de alegria.
Mas ela não demora
Porque o sofrimento,
A persegue e alcança.
E da fome o tormento
Faz chorar a criança.

Este canto que canto,
Ode de esperança
Duma alma sentida.
Ao amor ao encanto
Duma pura criança
Despontado p'ra vida!

Errando pelas ruas.
O corpo maltratado,
Pobres e quase nuas,
Quem será o culpado?
Ó homem tu que geras
A vida de um novo ser,
Porque através das eras
Fazes teus filhos sofrer?

Este canto que canto,
Ode de esperança
Duma alma sentida.
Ao amor ao encanto
Duma pura criança
Despontado p'ra vida!

Humano poderoso
Que dominas na terra
Teu proceder odioso
Está virado p'ra guerra.
O mundo está em terror
Morte pula e avança,
Já não tem nenhum valor
A vida da criança.

Este canto que canto,
Ode de esperança
Duma alma sentida.
Ao amor ao encanto
Duma pura criança
Despontado p'ra vida!

Despertem ó homens bons
Que'ste mundo ainda tem,
Dêem á vida outros tons
Troquem o mal pelo bem.
Lutar com esperança
Não é esperança vã.
Tratem bem a criança
O homem de amanhã!

Este canto que canto,
Ode de esperança
Duma alma sentida,
Ao amor ao encanto
Duma pura criança
Despontado p'ra vida
Victor Alexandre

terça-feira, janeiro 31, 2012

Insultar com inteligência

Para que seja possível insultar alguém com alguma dignidade e inteligência, não basta o palavrão batido, a expressão ordinária e repetida, a referência aos parentes próximos ou o achincalhamento próprio dos simplórios e dos parlapatões sem ideias. Para bem insultar alguém, é necessário alguma arte e estilo; É necessário que se possuam recursos linguísticos e imaginação suficiente, para poder improvisar metáforas inteligentes. São estas metáforas que muitas vezes constituem autênticos homicídios de personalidade para o insultado mas que ele, apesar de tudo, pode tolerar sem a verdadeira e irreversível ofensa. A arte de bem insultar é sempre uma demonstração de agudeza de espírito por parte de quem em determinada altura sente necessidade de dizer a outrem o quão mau, baixo, ou estúpido é, ou está a ser momentaneamente. O insulto demonstra, quando inteligente, uma boa integração social, humor, capacidade de análise e de reacção a factos adversos. O insulto, se inteligente, é libertário, democrático, humanista e terapêutico. O insulto, não é desprezível nem deve ser desprezado. Não se deve jamais confundir o “bom insulto” com ordinarice, demência, saloiice ou vulgaridade. O “bom insulto” é insolente, é malicioso, é diabolicamente perverso e ao mesmo tempo elegante e quase aristocrático.

-O insulto, é património cultural de toda a humanidade e da sua comunicação verbal. É instrumento preciso para que aqueles que não se submetem, possam permanecer livres de peias que não desejam, de ideias preconcebidas e de tentativas de imposição de toda a espécie.

-Quem ao longo da sua vida não insultou em determinada situação, voluntariamente alguém?

-Quem, na altura de escolher as palavras, não hesitou entre a verborreia da vulgaridade e elaboração inteligente de frases? Nestas situações limite, é necessário possuir precisão para ferir sem deixar ferida, bater sem deixar nódoa, magoar sem fazer doer mais do que o tempo necessário para que o insultado possa ver o seu erro, e cair em si… ou não.

-Foram muitos os escritores que cultivaram esta arte de dizer verdades ofendendo apenas o necessário. Muitas vezes disfarçado sob o manto largo do humor, o insulto foi usado magnificamente por: Nicarcos, Gil Vicente, Moliere, Bocage, Rafael Bordalo Pinheiro, Eça de Queirós, Cervantes, Quevedo, Lope de Veja, Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão, Winston Churchill, Bernard Shaw, Serge Gainsbourg, Jorge Luís Borges e tantos, tantos outros.

-Talvez que em ultima instância, seja a arte do bom insulto a única coisa que valha a pena salvar neste país de façanhudos e gente de riso tonto e fácil. Gente de comunicados oficiais e de “oficiais” sem capacidade de comunicação. Neste país de pseudo cultos sorumbáticos e de palhaços alegres mas ridículos. De gente alinhada em demasia ou demasiado desalinhada; Deprimida e deprimente.

Saiam à rua e insultem com elegância, ou então… vão afogar peixes.

Eis alguns exemplos de que gosto:

    * Eu insultava-te mas acho que não irias notar.
    * Não, não te chamei estúpido. Isso seria insultar os estúpidos deste mundo.
    * Será que a corrente dos teus pensamentos tem algum elo?
    * Nem todas as pessoas são aborrecidas, também há os falecidos.
    * Estou a tentar imaginar-te com uma personalidade.
    * Se eu atirar um ramo para longe tu sais daqui?
    * Tu? Do meu planeta?
    * Quando é que o teu circo de anormalidades passa cá para te vir buscar?
    * E… a tua opinião deslocada, estúpida e a despropósito, seria?
    * Olha lá, por acaso eu pareço-te alguém com vontade de te ouvir?
    * Eu finjo trabalhar e eles fingem pagar-me.
    * Será que os extraterrestres se esqueceram de te retirar a sonda anal?
    * Gosto do teu perfume, mas seria preciso tomares banho nele?
    * Qualquer que seja o teu novo visual devo dizer-te que falhaste.
   * Ele pode parecer como um idiota e falar como um idiota, mas não deixes que isso te engane. Ele é um perfeito idiota.” - Groucho Marx
   * Deves ser o único génio com um Q.I. de 10.
   * Os teus pais por acaso não serão irmãos?
   * Deve estar a fazer anos que foste excretado pelo organismo da tua mãe, não?
   * Deixa lá, ainda um dia hás-de ser famoso. Lá no manicómio onde te internarem.
   * Estás a começar a parecer razoável, vai tomar a medicação!
   * Tens mesmo cara de santo… S. Bernardo!
  * Sabes bem que entendo esse sentimento de vazio de que falas, conheço bem o teu cérebro!
  * Não sei qual é o teu problema mas com certeza a psiquiatria em um nome para ele.
  * Gosto de ti fazes-me lembrar de mim quando eu era estúpido!
  * Hei! Quem é que te escolhe a roupa, O Stevie Wonder?
  * Ok, prometo tentar ser mais simpático se prometeres tentar ser mais inteligente.
  * Namorada nova? Onde é que ela deixa o cão e a bengala às riscas?
  * Olha que o facto de ninguém te entender não é por seres um artista modernista.
  * Irra! Parece impossível como em tempos foste o mais rápido dos espermatozóides!
  * Naturista, tu? Depois de tudo o que a natureza te fez?
  * Eu sei que toda a gente tem direito a fazer asneiras mas tu abusas desse direito.
  * Recordas-me alguém que conheci em tempos, … durante um pesadelo.
  * Já pagaste as quotas deste mês do clube dos canalhas?
  * Eu sei que não és um plagiador, mas tu não plagias é a raça humana!
  * Se alguma vez te vir a afogar, prometo que te atiro uma corda, ambas as pontas e tudo.
  * Só ouvirás algo de bom acerca de ti se for num monólogo!
  * Gostava imenso de trabalhar para si, mas como coveiro.
 * Se disse algo que te tenha ofendido, podes ter a certeza de que foi totalmente propositado.
  * És tão estranho que eras capaz de tropeçar no fio de um telefone sem fio.
  * Eh pá, vai afogar peixes!

sexta-feira, janeiro 27, 2012

As crianças aprendem aquilo que vivem


Se as crianças vivem com críticas, aprendem a condenar.
Se as crianças vivem com hostilidade, aprendem a ser agressivas.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser apreensivas.
Se as crianças vivem com pena, aprendem a sentir pena de si próprias.
Se as crianças vivem com o ridículo, aprendem a ser tímidas.
Se as crianças vivem com inveja, aprendem a ser invejosas.
Se as crianças vivem com vergonha, aprendem a sentir-se culpadas.
Se as crianças vivem com encorajamento, aprendem a ser confiantes.
Se as crianças vivem com tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se as crianças vivem com elogios, aprendem a apreciar.
Se as crianças vivem com aceitação, aprendem a amar.
Se as crianças vivem com aprovação, aprendem a gostar de si próprias.
Se as crianças vivem com reconhecimento, aprendem que é bom ter um objectivo.
Se as crianças vivem com partilha, aprendem a ser generosas.
Se as crianças vivem com honestidade, aprendem a ser verdadeiras.
Se as crianças vivem com justiça, aprendem a ser justas.
Se as crianças vivem com amabilidade e consideração, aprendem o que é respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a confiar em si próprias e naqueles que as rodeiam.
Se as crianças vivem com amizade, aprendem que o mundo é um lugar bom para se viver.

Dorothy Law Nolte

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Uma mera lembrança distante


Que casa tão vazia!
Que casa tão fria!
Que imagem tão familiar,
Que sentir tão familiar...
Lembranças de um passado distante
Que teima em não deixar de ser
Uma mera lembrança distante...

quinta-feira, abril 07, 2011

Vozes


Isto não é o fim
Também não é o começo
É só uma voz
Como uma revolta
Balançando em cada melhoria…
Ouve-se o tom
E o ritmo violento
E embora as palavras pareçam firmes
Algo se esvazia dentro delas…

terça-feira, março 03, 2009

Foda-se!


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.

"Não quer sair comigo?! -então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! -então, foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?

"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.

A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!

Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:

"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".

O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)

Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:

"Chega! Vai levar no olho do cu!"?


Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes?

"Já me fodi!"


Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas

“Já me fodi!”


Então:

Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!


Mas não desespere:

Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”

Atente no que lhe digo!

Millôr Fernandes (adaptado)

terça-feira, fevereiro 03, 2009

"O Norte"


Primeiro, as verdades.
O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.
Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.

Mais verdades.

No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.
Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.
Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.

No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.

Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.

Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.
Deus nos livre, mas se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.
Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade.
Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.

Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias.
Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens.
Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.
São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.
As mulheres do Norte deveriam mandar neste país.
Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte.
Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.
Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos.
O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.
Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos.
Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o 'O Norte'.
Defendem o 'Norte' em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.
No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?'

Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, dezembro 31, 2007

BOAS ENTRADAS!

Mais um ano que acaba e, novamente, da melhor forma possível!
Ano de profundas e óptimas mudanças que fazem olhar para o futuro com optimismo.

Que a magia chegue a vos, como chegou a mim…
A todos, uma

FELIZ ENTRADA EM 2008!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Gado Português

Imagem de Darkshadowmagus

O gado português têm vindo a aumentar consideravelmente neste últimos anos, principalmente desde que esta República começou a cair no buraco gerado pela crise económica.


O gado está a crescer por todo o pais, mas é o sul que têm gerado mais gado, principalmente a costa de Lisboa, originando algumas fugas para a costa de prata.

Incrível é que, precisamente nas regiões onde pior se come e não só, é onde o gado tem vindo a crescer.

Se o gado destas regiões, apesar de boa aparência e mugir refinado, sempre foi de má rés, este aumento tornou-se uma praga que urge eliminar.
Como? Há vários métodos eficazes que cabe a quem queira fazer alguma coisa escolher.


Eu já escolhi o meu ;)

domingo, novembro 25, 2007

quarta-feira, novembro 14, 2007

A primeira vez

Imagem de Alexbalix
Há sempre uma primeira vez para tudo!

E se essa primeira vez nos marca, dificilmente esquecemos...
Umas vezes pela positiva e outras... pela negativa!

Hoje é um dia desses que infelizmente, recordo...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Katty Xiomara com nova loja no Porto!

Uma loja que vale a pena visitar!

Como desenhar uma loja de autor actual num espaço de uma casa burguesa do século XIX, preenchida por um imaginário de época? E como inserir essa mesma loja no quotidiano residencial da respectiva autora?
A nova loja de Katty Xiomara na Rua da Boavista, no Porto, é muito mais do que um espaço comercial; na sua atmosfera e enquadramento arquitectónico, pertence já a esse imaginário decorativo, prolongando a vida interior da casa renovada, entre elementos contemporâneos – um extenso armário habitável – e pormenores de detalhe – cortinas de veludo, provadores em seda, longos espelhos emoldurados – lembrando-nos que a moda, tal como a vida, evoca sempre o segredo mágico do Teatro.
Alexandra Grande

Da janela do nº795 da Rua da Boavista, no Porto, duas marionetas, suspensas no interior, acenam-nos e convidam-nos a entrar.
A recuperação da casa burguesa do séc. XIX esconde a loja da estilista Katty Xiomara, um espaço inspirado nos teatros e bibliotecas clássicas, lugares onde nos podemos encontrar com histórias.
Por trás dos tecidos, das rendas, dos folhos, das mangas de balão, das fitas e dos laços, a estilista constrói personagens que amam, beijam, riem, choram…
As peças de cada colecção ganham carácter e relacionam-se no cenário da sua loja. Um lugar com uma forte carga narrativa, algures suspenso (tal como as marionetas) entre a verdade criativa da estilista e a ficção poética da sua obra.
Joana Couceiro


Horário: de Segunda a Sexta 14h30 /19h30, Sábado 11h30 /15h30
Rua da Boavista 795 | 4050-110 Porto | Tel. 220133784 | Fax 220165627 info@kattyxiomara.com | www.kattyxiomara.com

quarta-feira, novembro 07, 2007

quinta-feira, novembro 01, 2007

ERRAR

Imagem de Sonikhanem
Quando erramos, descobrimos a fragilidade das coisas e pomos na balança o que é mais importante.

Quando erramos, aprendemos a rir de nós próprios.

E algumas vezes, quando erramos, coisas mágicas acontecem…