Espelho na parede
Aqui estamos nós de novo
Pelos meus altos e baixos
Tu foste meu único amigo
Tu disseste-me que não iam
Entender o homem que eu sou
Então por que estamos aqui
Falando um com o outro de novo?
Olhando para mim agora
Posso ver meu passado
Vejo os olhos do meu Pai,
Vejo o sorriso da minha Mãe,
Vejo a diferença,
Vejo a mensagem
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara
Espelho na parede
Aqui estamos nós de novo
Pelos meus altos e baixos
Tu foste meu único amigo
Se eu desta vez consegui
Derrubar as paredes
Então por que estamos aqui
Falando um com o outro de novo?
Para que seja possível insultar alguém com alguma dignidade e inteligência, não basta o palavrão batido, a expressão ordinária e repetida, a referência aos parentes próximos ou o achincalhamento próprio dos simplórios e dos parlapatões sem ideias. Para bem insultar alguém, é necessário alguma arte e estilo; É necessário que se possuam recursos linguísticos e imaginação suficiente, para poder improvisar metáforas inteligentes. São estas metáforas que muitas vezes constituem autênticos homicídios de personalidade para o insultado mas que ele, apesar de tudo, pode tolerar sem a verdadeira e irreversível ofensa. A arte de bem insultar é sempre uma demonstração de agudeza de espírito por parte de quem em determinada altura sente necessidade de dizer a outrem o quão mau, baixo, ou estúpido é, ou está a ser momentaneamente. O insulto demonstra, quando inteligente, uma boa integração social, humor, capacidade de análise e de reacção a factos adversos. O insulto, se inteligente, é libertário, democrático, humanista e terapêutico. O insulto, não é desprezível nem deve ser desprezado. Não se deve jamais confundir o “bom insulto” com ordinarice, demência, saloiice ou vulgaridade. O “bom insulto” é insolente, é malicioso, é diabolicamente perverso e ao mesmo tempo elegante e quase aristocrático.
-O insulto, é património cultural de toda a humanidade e da sua comunicação verbal. É instrumento preciso para que aqueles que não se submetem, possam permanecer livres de peias que não desejam, de ideias preconcebidas e de tentativas de imposição de toda a espécie.
-Quem ao longo da sua vida não insultou em determinada situação, voluntariamente alguém?
-Quem, na altura de escolher as palavras, não hesitou entre a verborreia da vulgaridade e elaboração inteligente de frases? Nestas situações limite, é necessário possuir precisão para ferir sem deixar ferida, bater sem deixar nódoa, magoar sem fazer doer mais do que o tempo necessário para que o insultado possa ver o seu erro, e cair em si… ou não.
-Foram muitos os escritores que cultivaram esta arte de dizer verdades ofendendo apenas o necessário. Muitas vezes disfarçado sob o manto largo do humor, o insulto foi usado magnificamente por: Nicarcos, Gil Vicente, Moliere, Bocage, Rafael Bordalo Pinheiro, Eça de Queirós, Cervantes, Quevedo, Lope de Veja, Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão, Winston Churchill, Bernard Shaw, Serge Gainsbourg, Jorge Luís Borges e tantos, tantos outros.
-Talvez que em ultima instância, seja a arte do bom insulto a única coisa que valha a pena salvar neste país de façanhudos e gente de riso tonto e fácil. Gente de comunicados oficiais e de “oficiais” sem capacidade de comunicação. Neste país de pseudo cultos sorumbáticos e de palhaços alegres mas ridículos. De gente alinhada em demasia ou demasiado desalinhada; Deprimida e deprimente.
Saiam à rua e insultem com elegância, ou então… vão afogar peixes.
Eis alguns exemplos de que gosto:
* Eu insultava-te mas acho que não irias notar.
* Não, não te chamei estúpido. Isso seria insultar os estúpidos deste mundo.
* Será que a corrente dos teus pensamentos tem algum elo?
* Nem todas as pessoas são aborrecidas, também há os falecidos.
* Estou a tentar imaginar-te com uma personalidade.
* Se eu atirar um ramo para longe tu sais daqui?
* Tu? Do meu planeta?
* Quando é que o teu circo de anormalidades passa cá para te vir buscar?
* E… a tua opinião deslocada, estúpida e a despropósito, seria?
* Olha lá, por acaso eu pareço-te alguém com vontade de te ouvir?
* Eu finjo trabalhar e eles fingem pagar-me.
* Será que os extraterrestres se esqueceram de te retirar a sonda anal?
* Gosto do teu perfume, mas seria preciso tomares banho nele?
* Qualquer que seja o teu novo visual devo dizer-te que falhaste.
* Ele pode parecer como um idiota e falar como um idiota, mas não deixes que isso te engane. Ele é um perfeito idiota.” - Groucho Marx
* Deves ser o único génio com um Q.I. de 10.
* Os teus pais por acaso não serão irmãos?
* Deve estar a fazer anos que foste excretado pelo organismo da tua mãe, não?
* Deixa lá, ainda um dia hás-de ser famoso. Lá no manicómio onde te internarem.
* Estás a começar a parecer razoável, vai tomar a medicação!
* Tens mesmo cara de santo… S. Bernardo!
* Sabes bem que entendo esse sentimento de vazio de que falas, conheço bem o teu cérebro!
* Não sei qual é o teu problema mas com certeza a psiquiatria em um nome para ele.
* Gosto de ti fazes-me lembrar de mim quando eu era estúpido!
* Hei! Quem é que te escolhe a roupa, O Stevie Wonder?
* Ok, prometo tentar ser mais simpático se prometeres tentar ser mais inteligente.
* Namorada nova? Onde é que ela deixa o cão e a bengala às riscas?
* Olha que o facto de ninguém te entender não é por seres um artista modernista.
* Irra! Parece impossível como em tempos foste o mais rápido dos espermatozóides!
* Naturista, tu? Depois de tudo o que a natureza te fez?
* Eu sei que toda a gente tem direito a fazer asneiras mas tu abusas desse direito.
* Recordas-me alguém que conheci em tempos, … durante um pesadelo.
* Já pagaste as quotas deste mês do clube dos canalhas?
* Eu sei que não és um plagiador, mas tu não plagias é a raça humana!
* Se alguma vez te vir a afogar, prometo que te atiro uma corda, ambas as pontas e tudo.
* Só ouvirás algo de bom acerca de ti se for num monólogo!
* Gostava imenso de trabalhar para si, mas como coveiro.
* Se disse algo que te tenha ofendido, podes ter a certeza de que foi totalmente propositado.
* És tão estranho que eras capaz de tropeçar no fio de um telefone sem fio.
Se as crianças vivem com críticas, aprendem a condenar.
Se as crianças vivem com hostilidade, aprendem a ser agressivas.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser apreensivas.
Se as crianças vivem com pena, aprendem a sentir pena de si próprias.
Se as crianças vivem com o ridículo, aprendem a ser tímidas.
Se as crianças vivem com inveja, aprendem a ser invejosas.
Se as crianças vivem com vergonha, aprendem a sentir-se culpadas.
Se as crianças vivem com encorajamento, aprendem a ser confiantes.
Se as crianças vivem com tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se as crianças vivem com elogios, aprendem a apreciar.
Se as crianças vivem com aceitação, aprendem a amar.
Se as crianças vivem com aprovação, aprendem a gostar de si próprias.
Se as crianças vivem com reconhecimento, aprendem que é bom ter um objectivo.
Se as crianças vivem com partilha, aprendem a ser generosas.
Se as crianças vivem com honestidade, aprendem a ser verdadeiras.
Se as crianças vivem com justiça, aprendem a ser justas.
Se as crianças vivem com amabilidade e consideração, aprendem o que é respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a confiar em si próprias e naqueles que as rodeiam.
Se as crianças vivem com amizade, aprendem que o mundo é um lugar bom para se viver.
Que casa tão vazia!
Que casa tão fria!
Que imagem tão familiar,
Que sentir tão familiar...
Lembranças de um passado distante
Que teima em não deixar de ser
Uma mera lembrança distante...
Isto não é o fim Também não é o começo É só uma voz Como uma revolta Balançando em cada melhoria… Ouve-se o tom E o ritmo violento E embora as palavras pareçam firmes Algo se esvazia dentro delas…
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! -então, foda-se!" "Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! -então, foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó caralho! O Sol está quente comó caralho! O universo é antigo comó caralho! Eu gosto do meu clube comó caralho! O gajo é parvo comó caralho!
Entendes? No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes?
"Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas
Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.
Mais verdades.
No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.
O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.
O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.
Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.
O Norte é feminino.
O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o 'O Norte'. Defendem o 'Norte' em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?'
O gado português têm vindo a aumentar consideravelmente neste últimos anos, principalmente desde que esta República começou a cair no buraco gerado pela crise económica.
O gado está a crescer por todo o pais, mas é o sul que têm gerado mais gado, principalmente a costa de Lisboa, originando algumas fugas para a costa de prata.
Incrível é que, precisamente nas regiões onde pior se come e não só, é onde o gado tem vindo a crescer.
Se o gado destas regiões, apesar de boa aparência e mugir refinado, sempre foi de má rés, este aumento tornou-se uma praga que urge eliminar. Como? Há vários métodos eficazes que cabe a quem queira fazer alguma coisa escolher.
Como desenhar uma loja de autor actual num espaço de uma casa burguesa do século XIX, preenchida por um imaginário de época? E como inserir essa mesma loja no quotidiano residencial da respectiva autora?
A nova loja de Katty Xiomara na Rua da Boavista, no Porto, é muito mais do que um espaço comercial; na sua atmosfera e enquadramento arquitectónico, pertence já a esse imaginário decorativo, prolongando a vida interior da casa renovada, entre elementos contemporâneos – um extenso armário habitável – e pormenores de detalhe – cortinas de veludo, provadores em seda, longos espelhos emoldurados – lembrando-nos que a moda, tal como a vida, evoca sempre o segredo mágico do Teatro.
Alexandra Grande
Da janela do nº795 da Rua da Boavista, no Porto, duas marionetas, suspensas no interior, acenam-nos e convidam-nos a entrar.
A recuperação da casa burguesa do séc. XIX esconde a loja da estilista Katty Xiomara, um espaço inspirado nos teatros e bibliotecas clássicas, lugares onde nos podemos encontrar com histórias. Por trás dos tecidos, das rendas, dos folhos, das mangas de balão, das fitas e dos laços, a estilista constrói personagens que amam, beijam, riem, choram… As peças de cada colecção ganham carácter e relacionam-se no cenário da sua loja. Um lugar com uma forte carga narrativa, algures suspenso (tal como as marionetas) entre a verdade criativa da estilista e a ficção poética da sua obra.
Joana Couceiro
Horário: de Segunda a Sexta 14h30 /19h30, Sábado 11h30 /15h30 Rua da Boavista 795 | 4050-110 Porto | Tel. 220133784 | Fax 220165627 info@kattyxiomara.com | www.kattyxiomara.com
Dar baile a alguém é uma arte! Mas como todas as artes, nem todos têm a capacidade para o exercer…
Quando bem feito e, mantendo o bom sentido de humor, é de aplaudir. Mas irritante e patético é quando pessoas cobardes e com falta de carácter, mas que julgam-se experts na matéria, dão baile como forma de encobrir fraquezas.
Nesta república de bananas onde os almoços são o meio utilizado para tapar os olhos aos outros e onde a quantidade de xicos espertos por metro quadrado é impressionante, aparecem também estes graçolas que, definitivamente, não devem ter espelho em casa para verem a figura triste que fazem.
No mundo desportivo, regra geral, quando se ganha uma competição, ganha-se um troféu que pode ser uma medalha ou uma taça. Mas não é só no desporto que ganhamos troféus… Na escola, no trabalho, na amizade e em outras tantas actividades, também acabamos por ganhar um troféu se temos um bom desempenho, que pode ser material ou não.
Até aqui, nada de anormal.
Anormal é quando, uma pessoa ou várias, depois de um bom desempenho no campo negativo, queira ter um troféu. E muitas delas acaba por obtê-lo!
Numa sociedade completamente virada do avesso, onde o egocentrismo e egoísmo é cada vez mais dominante, existem seres que depois de usarem ao seu belo prazer uma pessoa em benefício próprio, como um simples objecto e sem se importar do que ela possa pensar ou sentir, queiram e, muitas vezes, acabam por obter, um objecto como troféu, que vai ser lembrança de conquista e confirmação do que conseguiram realizar.
O que aqui está em causa não é objecto em si, mas sim a atitude doentia destes seres.
É engraçado perceber estas situações e mais engraçado é ouvir as desculpas, quando percebemos que tal atitude foi tomada.
Em um mundo recheado de anormais e bestas, o melhor é rir perante tal situação…
Nos dias de hoje, a sociedade caminha para um destino, ao meu ver, bastante desanimador… O tempo em que sensibilidade, compreensão, honestidade, carácter e altruísmo cada vez mais pertencem ao passado. Hoje em dia a insensibilidade é uma constante associada a um egoísmo extremo e onde a falta de carácter veio para ficar. Claro que existem excepções! Mas estas são cada vez mais raras de encontrar.
A igualdade entre homens e mulheres em diversos domínios da nossa sociedade não é ainda uma realidade absoluta, mas caminhamos a passos largos para isso. Mas esta igualdade está a ser muito mal interpretada por uma grande parte da sociedade…
Começa a ser normal encontrar mulheres em domínios que eram masculinos, demonstrando muitas vezes maior capacidade no desempenho das funções que lhe são atribuídas e, o contrário (com os homens) também.
Mas este demonstrar de capacidades iguais ou superiores por parte das mulheres não é só no aspecto positivo… As mulheres de hoje (salvo raras excepções) também começam a superar os homens no aspecto negativo.
Comentários do género: Todos os homens são umas bestas! são queixas que grande parte da população feminina ainda costuma dizer em tom de lamento, mas que hoje em dia não têm muita razão de ser.
Esta nova mulher é uma autêntica BESTA, superando muito as bestas masculinas que, infelizmente, ainda continuam a existir.
Esta mutação anormal de personalidade e comportamento da grande maioria das mulheres deixa-me de boca aberta.Insensibilidade, egoísmo, desonestidade e falta de carácter são sentimentos levados a extremos que nunca pensei serem possíveis, levando tudo a frente como um autêntico comboio desgovernado e com a única finalidade de atingir os objectivos que se propôs alcançar…
Então se começamos a falar de actos horrendos, chegamos a conclusão que já deixaram de ser exclusividade masculina, superando a anormalidade destes homens em frieza e execução!
Tenho que dar o meu braço a torcer e reconhecer que, no aspecto negativo, as mulheres são as melhores.
A todas as BESTAS que conheço (e são muitas) os meus pêsames!
We follow them like fools Believe them to be true Don’t care to think them through
And I’m sorry so sorry I’m sorry it’s like this I’m sorry so sorry I’m sorry we do this And it’s ironic too Coz what we tend to do Is act on what they say And then it is that way And I’m sorry so sorry I’m sorry it’s like this I’m sorry so sorry I’m sorry we do this Who are they And where are they And how can they possibly know all this Who are they And where are they And how can they possibly know all this Do you see what I see Why do we live like this Is it because it’s true that ignorance is bliss Who are they And where are they And how do they know all this And I’m sorry so sorry I’m sorry it’s like this Do you see what I see Why do we live like this Is it because it’s true that ignorance is bliss And who are they And where are they And how can they know all this And I’m sorry so sorry I’m sorry we do this
Vida... Tão estranha Tão cheia de mudanças... Quando tudo está bem Inesperadamente Algo acontece E ficamos Arrasados...
E que ganhamos com isso? Se a vida é apenas um passeio!
A verdade... Muitas vezes não queremos ouvir Por ser difícil de aguentar... Não gostamos de Perder nosso controle... Fazemos planos E se não saem como queremos FicamosArrasados...
E que ganhamos com isso? Se a vida é apenas um passeio!
A vida é apenas um passeio Não é preciso correr Nem é preciso esconder-se Não é preciso ter medo Nem é preciso cobrir os olhos Umas vezes estamos em cima Outras vezes estamos em baixo Tudo pode parecer bem real por dentro Mas a verdade é que A vida é apenas um passeio
Por isso... É melhor ir com calma Devagar, devagar... E aceitar que Não há como saltar fora Desta vida... Porque este passeio Nunca vai parar Sendo melhor Aproveita-lo Porque a vida É apenas um passeio...
Ultimamente tenho ouvido expressões muito engraçadas vinda de pessoas que parece que não vivem neste mundo... Mas se esse não for o caso, então ou são cegas ou tentam cegar a pessoa alvo com os ditos comentários...
Talvez para algumas pessoas seja difícil de ver, sentir ou perceber certos comportamentos ou situações, mas para outras, é cristalino como a agua!
Nos dias de hoje, expressões como “Não tenho tempo”, “Conta comigo para o que for preciso” ou “Tens que sair da toca” tornaram-se expressões clichés ditas da boca para fora sem convicção, sem sentimento e como pretexto de desculpa ou de interesse em algo que é do interesse pessoal da pessoa que profere tal expressão e nunca a pensar na pessoa que recebe dita expressão.
Qualquer pessoa neste planeta não pode pensar ou dizer que nunca precisará da ajuda de ninguém porque isso é completamente falso!Se há coisa que aprendi desde muito pequeno, é nunca dizer “Desta agua nunca beberei” porque quando menos esperamos, acontece o inimaginável e, certamente nessa altura iremos receber o retorno de nossos actos passados...
É normal pedir favores para resolver uma determinada situação ou obter alguma coisa. E, regra geral, é normal ouvir também nessas situações um feedback positivo a esse pedido já que, quando pedimos um favor ou uma ajuda, regra geral, é sempre a uma pessoa que em princípio conseguirá ajudar-nos.
Muitas vezes essa ajuda não se concretiza porque não foi possível a quem pedimos essa ajuda ou favor realizar o que lhe foi pedido. Até aqui nada de anormal. O engraçado (e que cada dia que passa é mais comum acontecer) é depois de algum tempo, ouvir da tal pessoa um “Não tive tempo para...” e perceber que, ou não se lembrou mais do assunto, ou simplesmente não quis incomodar-se com tal situação e foi mais fácil dizer um sim a resolução do problema do que dizer directamente, não quero incomodar-me com isso.
Nestas situações, é patético ouvir tal expressão porque, quando queremos, arranjamos sempre tempo e ao mesmo tempo é covardia da dita pessoa em assumir uma posição de desinteresse e de não incomodar-se com um problema que não lhe diz respeito, preferindo estar sossegado no seu canto.
Outras expressões como “Conta comigo para o que for preciso” ou “Tens que sair da toca” são comuns entre pessoas que, não hora H nunca podem, ou não estão disponíveis, ou estão sempre ocupados, ou se esquecem ou simplesmente desaparecem do mapa quando notam complicações...
Acho muito engraçado estes comportamentos egoístas e insensíveis de uma grande parte de pessoas que conheço.E mais engraçado é quando estas ditas pessoas precisam de ajuda ou de um favor, e fazem o pedido exactamente as pessoas que em tempos rejeitaram ajudar.
Nesta triste sociedade em que estamos, onde a grande maioria são palhaços amnésicos que gostam de fazer estas graçolas, estão uma minoria que, infelizmente, não consegue fazer enxergar a estes insensíveis, as palhaçadas que fazem e as consequências negativas dessas graçolas.
Acho tudo isto engraçado! Tão engraçado que não acho graça, mas, prefiro para já usar a palavra engraçado do que a palavra triste... Não vá aparecer algum graçola a dizer “Precisas de alguma coisa?
I can feel it coming in the air tonight, Oh Lord I've been waiting for this moment, all my life, Oh Lord Can you feel it coming in the air tonight, Hold on, Oh Lord
Well, if you told me you were drowning I would not lend a hand I've seen your face before my friend But I don't know if you know who I am Well, I was there and I saw what you did I saw it with my own two eyes So you can wipe off the grin, I know where you've been It's all been a pack of lies
And I can feel it coming in the air tonight, Oh Lord I've been waiting for this moment for all my life, Oh Lord I can feel it in the air tonight, Hold on, Oh Lord And I've been waiting for this moment all my life, Oh Lord Oh Lord
Well I remember, I remember don't worry How could I ever forget, it's the first time, the last time we ever met But I know the reason why you keep your silence up, No you don't fool me The hurt doesn't show; But the pain still grows It's no stranger to you or me
Em um mundo, donde uma grande maioria usa as pessoas como simples objectos, que depois de usados para atingirem os objectivos a que eram destinados, são simplesmente esquecidos ou descartados, há os objectos que ainda resistem na esperança de um dia deixarem de ser simples objectos e passarem a ser o que realmente são, Pessoas...
Este puto, Egil Paulsen, Noruegues de 21 anos, já conta com um óptimo portefólio e com trabalhos interessantes como VIOLin, Furioso Deluge ou Kamicarus. Um site altamente recomendável para quem gosta de arte. O site fica aqui: Egil Paulsen
Nada que se compare aos dias anteriores de treinos e eliminatórias...
Cedinho fomos e arranjamos um cantinho para assistir o espectáculo que, junto com o ambiente criado pela massa humana, foi espectacular!
Para o ano há mais ;) Até 2009 estão garantidas as corridas no Porto e Gaia e claro, depois da experiência deste ano, os próximos dois anos ganharam 3 adeptos nesta casa ;)
Aqui fica um pequeno vídeo para que tenham uma ideia do ambiente que estava...